Contudo o monge notou que de um tempo em diante daquelas caminhadas, a senhora morte tomou a dianteira, a frente do grupo como que guiando-o ao seu destino final...E então chegaram a uma pequena vila de moradores também exóticos de onde o nome do vilarejo era redenção.De imediato foram recebidos como bons amigos, e não se importaram com suas diferenças, nem mesmo com a senhora morte, e se hospedaram em uma velha taverna com quartos simples, mas limpos...Era um descanso que precisavam, a um bom tempo de caminhada, afinal mesmo sendo viajantes, ainda somos humanos e precisamos dessas lembranças, para continuamos humanos!
então um bom banho, uma refeição digna, e um bom sono, nos torna o que somos, humanos...? Em parte eu creio que sim.
E na taverna, em meio a um jantar, homens comentavam dos habitantes novos desse vilarejo, e o monge soube de um homem que chegou doente a pouco tempo e se restabeleceu, ficando no vilarejo, dali por diante. Ninguém sabia de onde viera e pela febre que tivera, devido a doença, ele esqueceu de quem era...De quem um dia foi.- E esse homem mora ainda aqui- perguntou o monge, ao homem que contava o fato.
- Sim, perto do rio, em uma casa humilde, ele agora é pescador, e pelo jeito, dos bons!- completou o homem ao monge!
Curioso é que na mesa mais ao fundo, a senhora morte sentou-se sozinha e fazia sua refeição, atenta a todos de sua companhia, e o monge percebeu o seu sorriso sapeca escapar por entre seus lábios, rapidamente, e se desfazendo em mesma velocidade...Imediatamente ele se pos a ir ter com o homem do rio, pois sabia que pouco tempo teria depois dessa oportunidade surgida...Afinal, não estaria nos planos da senhora morte ficar muito tempo nesse mundo dos homens, não mesmo...

