O inverno esta chegando...As viagens de rotina estão cada vez mais difíceis devido ao clima frio...Por muito tempo passamos parados entre os acampamentos, esperando uma abertura da neve e do frio para continuarmos. Em certo momento pare perto do quatorze, uma localidade no inteiror da Serra, um vilarejo muito antigo, tanto quanto as estradas da velha tradição...Eram muitas as histórias que se contam lá e uma delas,a que mais tinha a haver com o momento que passei por lá era a história da família Moghes.
O patriarca daquela família era Pedro Moghes, um homem duro e materialista, que só pensava no lucro e na riqueza...Eles mantinham uma terras na banda do sul do Quatorze e pouco vinham ao vilarejo, para comprar algo ou ainda para alguma interação amigável com algum conhecido, coisa que nenhum dos Moghes tinha por aquelas vizinhanças. Com a chegada do inverno, os Moghes não paravam de trabalhar na lida do serviço, mesmo para os animais de carga era difícil acompanharem o ritmo louco de trabalho daquela família...Com o tempo e o cansaço nas sombras dos homens da família os filhos mais velhos dos Moghes, começaram a morrer, por acidente e doenças, já da fraqueza de alguns. Contudo o patriarca Pedro Moghes, já além da meia idade ainda se mantinha sempre firme e resoluto, e assim quanto mais tinha mais ele queria para si...E mesmo com tamanha sede de riqueza, Pedro Moghes se vestia com trapos e roupas velhas, o que era sempre um contraponto e também dava muita história dentro do vilarejo: o que era feito do ouro dos Moghes?
Então a cada visita mais e mais ela se aproximava de Jorge e em meio de suas investidas o rapaz mesmo com problemas mentais, ainda assim um homem feito engravidou-a e para o inicio da desgraça familiar teve de ir morar com os Moghes. Bem a desgraça se anunciou quando a criança que a mulher esperava nasceu, agourando segundo os moradores do Quatorze ainda mais aquela família estranha.
Uns dizem que ao galopar com Pedro Moghes, a mulher viu quando a suicida aparece e com um sorriso macabro, a encarou até aos últimos momentos de seu cavalgar, numa afronta ainda maior.
Pedro Moghes nem ao menos deu a mulher dele um enterro decente , jogando-a em uma vala funda só pra não gastar com o enterro...E então por tempos muitos aquele estranho e pecaminosos triângulo amoroso se deu a ponto de nascer uma criança que ninguém sabia de quem seria, ou do patriarca ou de seu filho adotivo...
A criança quando aparecia no vilarejo,mais parecia um animal selvagem, com sede de sangue logo causou problemas a ponto dos moradores o expulsarem, com medo de seus ataques de fúria contra seus filhos, sem mais nem menos. Parecia que nada sairia daquele ritmo amaldiçoado, quando, então após toda a noite começou a aparecer uma fantasmagórica figura por entre as ruas do vilarejo, e um dia um homem com muita coragem encarou o fantasma perguntando o que queria...Ele disse que apenas enterrasse ele e ou seus que não teria paz, enquanto não tivessem uma sepultura digna e que não se preocupasse em pagar pois sua mãe o esperaria na casa com o dinheiro certinho para o enterro!O homem seguiu a aparição que se deu conta em direção a terra dos Moghes, e quando ele entrou na casa dos Moghes, uma cena aterradora o fez retornar correndo para o vilarejo do Quatorze: ele viu a família toda morta sentada ao redor da mesa da cozinha, sendo que a mulher causadora de tudo estava , deitada na mesa da cozinha destrinchada e preparada como uma galinha, com recheios e temperos colocada nas partes intimas amarrada e assada, como tal...Na ponta final da mesa jazia um cadáver mais velho, apodrecido de uma velha senhora, que sentada e recostada numa cadeira segurava uma botija de ouro, em uma mão e noutra uma faca ensanguentada de trinchar...Na botija de outro havia dinheiro somente para três enterros de jazigo.
E assim os moradores fizeram, enterrando os Moghes nos jazigos como quisera o fantasma, mas a mulher e seu filho foram para o morro dos suicidas e rejeitados, em uma vala comum, tal qual fizeram com a matriarca Moghes, pois haviam rumores de uma maldição se juntassem todos novamente em mesmo campo santo.
E então quem estaria disposto a encarar tal maldição, em busca dos tesouros dos Moghes?
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