Nosso egoísmo de pensarmos no máximo em nossa família e amigos, e o resto que se exploda; a avareza de querer sempre ter mais e mais; a imbecibilidade de misturar políticas sujas com a religião; nossa falta de compaixão, com excessos de conceitos e muito mais de preconceitos...Deus! E tudo isso não tem como parar, por mais que odiasse pensar, mas sim Deus nós somos ...Humanos!
Até mesmo os amigos do padre notaram seu amargor e num certo momento Silveira foi ter com ele uma prosa e tentar entender toda aquela acidez nas palavras e convidou para um café no restaurante da cidade... E parece que o padre de bom grado aceitou. E no restaurante conversaram trivialidades até que Silveira espeta a ferida e pergunta ao padre se algo o incomodava, ele sincero abre o jogo.
-Amigo Silveira, desde aquele nosso resgate homérico das palavras daquele estranho, que tenho isso, entalando na garganta...Não consigo acreditar que nossa destruição seja total e vinda do Nosso Senhor, credo!
- Mas padre...Você mesmo não acredita no apocalipse? O final dos tempos? Não é o que a igreja prega?
- Claro, sou um bom cristão! Mas mesmo nessa tribulação está escrito que haveria esperança para aqueles que se arrependessem, que a salvação nos era garantida pelos nossos atos...Mas pelo que entendi, fomos condenados de maneira genérica, e pela nossa espécie...? Será que não merecemos ser separados, os certos dos errados? Por Deus homem, todos fomos lançados a condenação eterna! Até mesmo as crianças, isso é uma loucura!
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