Eles desceram a colina, com desvairados, e mesmo que desse tempo de formação de combate, o resultado pouco mudaria...Nem mesmo eles, os que chegaram estariam preparados para um embate desse nível. Tudo era caos, dor e sangue!
De início, o desespero e a adrenalina eram tantos, que pouco se diferenciavam, e mesmo o medo da morte era confundido com a coragem....Mas como disse isso era apenas o início.
Então, na segunda onda vem a confusão pois os corpos embebecidos com o sangue de muitos se confundia, a toda a massa. Homens se matavam e nem se reconheciam, a ponto de suas mentes dúbias acabarem matando, homens de sua própria companhia, de sua própria gente...Conhecedor disso o Viandante lutava pela beiras em um pequeno grupo conhecido e firmado amizade por ele, durante a viagem, pois era o que todos que vão a combate no mínimo devem o fazer: conhecer seus companheiros de armas!
Era a segunda hora...Os gritos eram poucos, pois eram poucos os que sobraram de ambos os lados.A fornalha já não ardia como antes, talvez se chamasse mais de braseiro...Mas nas beiras ainda havia luta e quem não morreu era porque conhecia seu inimigo e reconhecia o amigo...Agora com o cheiro de sangue alto, os golpes eram mais cautelosos, talvez porque o festim já havia passado...Os olhos avermelhados pelo sangue alheio, não queimavam mais, e puderam ver todo o horror de uma verdadeira batalha, longe dos galanteios de poetas, que nunca a viveram, e só ouviram, e recontam de sua maneira, um tanto infantil, para a dura realidade...Homens nécios, que morreriam todos sem exceção no primeiro minuto, se estivesse lá dentro da fornalha.
Era o final da quinta hora....A batalha toma a forma de guerrilha: subgrupos correm atras de grupos isolados dentro do campo de batalha, agora não eram homens, mas lobos e atacavam o desgarrado, o mais fraco,em bando. Seria isso honrada? Não sei dizer afinal na batalha a única história válida será a dos vencedores, certo?
Anoiteceu, e tudo parece findar, quem não correu, se arrasta agonizante, procurando salvação, que não vai encontrar, nesse campo de morte! Como sempre o Viandante ainda permanece de pé...Saga ou sina, também não o sei dizer.
Do cavaleiro novato, nem corpo avistaram, sobrando somente o Viandante no comando, mais uma vez...O que restou de sua companhia se ajunta ao redor da pedra e perguntam a ele o que fazer, e ele responde o óbvio: vão para casa, beijem seus filhos; abracem sua mulher; amem seus familiares e vivam! Quanto a mim ainda tenho um caminho a seguir....Que nossos caminhos se cruzem, mas não agora! Partam!
Era a hora dos mortos e a vil criatura, enchia seus potes grandes com o sangue dos corpos abatidos, ela nunca se sentiu tão feliz..! Então em meio aos mortos, de dentro do amontoado sai um homem, deformado e sem memória. Aquilo de momento surpreende até a vil entidade: gente! Não é que milagre existe!!





