Receosos com o ocorrido, os antigos deixam o gado a merce no campo da cabana da garganta do diabo...A vida humana é mais valiosa, que os bens terrenos e não podiam colocar mais nenhum pastoríl em risco novamente...Assim isolando o local eles achavam que podiam conter qualquer que fosse aquele mal que se abrigava naquele local agora amaldiçoado!Então mais um tempo se passou quando em uma das noites um dos antigos nota a falta de sua filha mais nova, que saiu até ao poço do vilarejo pegar água para fazer o jantar e ainda não havia voltado...Aos poucos pelo desaparecimento e preocupação, novamente o terror toma conta daquele povo e saiu um grupo de busca atrás da moça, que não havia retornado, e saíra sem motivos para fora do vilarejo...
Enquanto isso, longe dali a menina que sumira estava acompanhando uma jovem que se vestia de branco e acenava para ela a seguir, e era tão encantadora com sua música, que foi impossível resistir, ainda mais quando o homem pelo qual havia demosntrado seu amor e aberto seucoração não lhe respondeu de volta... Toda aquela amargura havia sumido, só com a cantoria daquela mulher de branco!Ela seguiu por depois da cabana e depois foi seguindo o carreiro de onde os bois haviam seguido antes, e sim, era em direção ao véu de noiva da garganta do diabo...E como havia acontecido dom o gado, ela também o fez, indo para o fundo da ravina, que dava o rio e escutou a mulher de branco falando, lhe dando razão em sua dor,e lhe dizendo como poderia solucionar se entregando as trevas, assim como ela fez, sendo a noiva da noite, onde seria consolada e não teria mais a dor desse amor injusto, não correspondido ou tomado de si. Então com lágrimas nos olhos e sentindo que essa era a única solução contra a solidão que enegrecia seu coração inocente, a jovem se atira nas alturas e desce como pesado projetil, pelo veu da noiva sumindo, adentra na escuridão e na névoa branca que batia ao fundo da garganta, assim mais uma vez o veú se avermelha dando a cor do sacrifício de quem amou e não nunca foi correspondida, de que pediu e foi lhe negado...
Pela manha ja não havia dúvidas de que a jovem havia se ido, de vez desse mundo, quando encontraram as pegadas e um laço de seda vermelha enrolado em um galho de árvore ,quebrado, que dava a entrada da garganta do diabo...Raiva e desespero tomaram conta do coração daquele pai que perdeu a filha e aos poucos as trevas começaram a dominar no coração de cada membro do vilarejo, e o temor que pudese ser um de seus amados filhos , a próxima vítima desse mal que se assolou naquele local...
Então colocaram cercas e tapumes, e quando a primavera chegou ninguém tomava banho no rio, nem a roupa era lavada; o poço que teria a vertente do riozito foi lacrado, e as crianças e jovens, especialmente as moças, na hora da oração ao Divino do final da tarde, se recolhiam e se trancavam em suas casas com medo de darem de cara com a mulher de branco, a noiva amargurada da garganta do diabo!
E com o tempo aquele moço que tudo causou nem voltou mais para aquelas paragens, ele retornou para a mulher e depois que soube do fato, da morte de Florinda, deu remorso, quem sabe, se aquietou e teve um filho com a mulher, que deixava a cada viagem que fazia aos outros locais em busca de comércio.E nesses anos todos sempre se havia o que falar, de uma vitima, que se suicidava naquele local, de homens que passavam pelo riozito e tomavam de sua água e em casa iam se enforcar, aos poucos o pessoal foi se mudando dali, dessa terra castigada pelas trevas, e ficou alguma fazendola que só usava as terras como passador, nem pousavam no local, de tamanho era o medo da entidade que nunca largou daquele local...Com o tempo até seu nome foi esquecido, o da moça, que agora só chamavam de a mulher de branco!
Contudo a justiça do mundo é poética e anos mais tarde o moço, agora homem, leva seu filho, agora moço a conhecer as rotas de seu comércio com a esperança de lhe entregar o negócio da família, para que ele seguisse os mesmos passos de seu pai...E pararam no mesmo local, onde agora não havia nada a não ser uma fazenda pequena que era feita com as pedras brancas, de calcário daquele local, onde pediram pouso, para descansar daquela viagem, que os trouxe ali...
O rapaz puxando aos jeitos do pai e até seus desatinos sem considerar as palavras daquele antigo, saíu ao relento e sentou após uma curta caminhada em um pequeno morro pra olhar as estrelas...E não demorou muito a escutar uma cantiga muito antiga, e triste, vindo com a nevoa que acompanhava, em sua direção...
Pela manha o pai procura o filho, e nda de encontra-lo, nervoso, foi ter com o proprietário do local que lhe disse que pediu em apelos, mas o jovem não o escutou, e saiu pela noite adentro, tomar uns ares...O pai ainda não entendia do porquê daquela conversa e o proprietário salientou: É por causa da mulher de branco moço! Ela pode ter levado seu filho, eu avisei a ele! Eu avisei e ele não me deu ouvidos! Então temendo o pior o pai segue o proprietário, até uma casa conhecida, que o relembra do grande mal que havia feito ali por maldita magia negra...E dentro da cabana velha e abandonada ele encontra o filho enforcado com uma corda velha e podre, e seu rosto e cabeça estava envoltos por um velho véu de noiva! O homem enlouqueceu e se meteu no mato e nunca mais foi visto por banda nenhuma conhecida...Uns dizem que virou até alma penada!

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