Estou em minha casa, na minha cozinha tomando uma boa xicara de café, quando deixo o tempo passar escutando uma rádio local, muito ouvida de passagem, por esses cantos de tierra madre..Em meio a umas musica regionais de tradição, escuto um notíciario ondeum político falava das grandes novidades que traziam para a nossa região, assim como todos o gostam de se fazer "homens necessários" iludindo a vontade do povo...Coisas da vida!
dentre as mudanças que fariam em nossa terra, uma foi a criação de um novo depósito de água usando um velho corredor, quase um canyon , natural, que os antigos o chamaram de A GARGANTA DO DIABO...Bem como dizem, os jovens esquecem das histórias e se lançam ao perigo gratuito, não obstante ainda tem os mais antigos que existe para lembra-los, e nisso eu ainda me lembro das histórias daquele tenebroso local e porque daquele nome ao lugar.Quem me contou foi um antigo que não se encontre mais junto desse nosso mundo, mas de outro além dessa vida...Era daquelas proximidades e tudo o que falou foi o que viu naquele tempo...Onde morava era um conjunto de fazendas , que poderiamos hoje chamar de vilarejo, mas com poucos recursos...O povo era humilde e vivia com o que podia, muitas vezes a boa vizinhança era a maior saida para as crises que aconteciam dentro das fazendas e assim viviam e tocavam a vida, uns ajudando aos outros... E uma dessas fazendolas nasceu Florinda, uma jovem que sempre teve curiosidade em suas veias. Quando era pequena tudo ela perguntava dos "porquês", e o povo ja acostumados com seu jeito e ao seu modo e entendimento tentava lhe explicar, cada dúvida ou curiosidade que ela encontrasse, no fundo era o que fazia aquela vida monótona um pouco divertida aos moradores, que se denominaram os Dindos e Dindas daquela criança que não parava quieta e uns diziam que ela poderia ter um bicho carpinteiro de tanto que corria!
Contudo dentre as que podiam comprar, agora com a moeda de troca, de suas plantações e animais, Florinda era a que menos podia...Suas terras eram poucas e a colheita nunca era mais do que podia lhes dar além do sustento, mesmo assim Florinda ainda era a moça mais atraente daquelas paragens...
Mas como sempre diz o ditado um dia o mal destroi tudo o que é belo e não deu outra, veio por aquelas bandas, um moço bem ajeitado, um caixeiro viajante, que se encantou pela beleza da moça e sua ongenuidade...Contudo ele já era compromissado na capital de onde morava com sua esposa quando voltava de suas viagens...Mas o que os olhos não veem o coração não sente, esse era o lema do moço afoíto, por conquistar o coração de Florinda e depois despedaça-lo, como de tantas o fez, antes dela.Então ele a cercou de bom dias e olas, também de flores, pois isso era o seu nome :flor linda!
E como o tempo estava de seu lado, a cada retorno pra fazer negócios no vilarejo, era um galanteio e um presente, a ponto de que lentamente ele foi conseguindo entrar no seu coração puro e inocente...
E mesmo que quisesse saborear do doce mel da jovem, ainda havia a sobriedade nela que levava ao amor do Divino e ela sem um casório apropriado jamais seria daquele jovem ambicioso, não era a menira correta de se fazer, não aqui na Serra.
Isolda preparou um anel de noivado com um feitiço e quando ele colocasse no dedo de Florinda, ela faria tudo o que ele quisesse...E quando o moço perguntou o quanto isso custaria, Isolda com ares de malícia diz: Naõ te pteocupes hijo, este malefício vai se pagar com o tempo...
Mais que grato o moço saiu correndo com seu cavalo até os braços de Florinda, a ponto de matar o seu cavalo de cansaço quando chegou no vilarejo...Sem perder um tempo sequer ele se lançou aos pés de Florinda a pedindo em noivado, como dissera Isolda...Florinda estava emocionada e sem pensar disse que sim e aceita o anel em seu dedo iniciando o faticídio...Tomado por algo sombrio ela fica imóvel, paralisada e o astuto moço a sequestra para uma cabana abandonada próximo a ponta de um pequeno canyon, sem nome, que era usada para o inverno quando levavam o gado até um lugar mais quente com água doce, pois um pequeno rio passava por lá...E naquela vazia, úmida e escura casa o moço mostrou toda a sua monstruosidade que estava em sua alma e tomou a inocência da jovem Florinda...
E assim como veio pela maldade, o moço se foi com ela, e quando acordou daquele transe Florinda viu o mal que lhe fizera, e era irreparável, e dentro de seu coração puro e ino cente uma semente de ódio e maldade foi plantado devido a tanta dor pela qual passou, literalmente.
Em meio a sua dor aparece em a uma névoa escura, Isolda a bruxa que vem pra terminar o que ela começou sem o moço saber das intenções do mal verdadeiro que se esconde em cada pecado que cometemos ou desejamos...Ela Disse a Florinda de que nenhum homem era bom e que ela poderia salvar as outras boas almas, as das meninas que iguais a ela são enganadas por safados como esse homem qua aprejudicou; que poderia também se vingar por ela e pelas outras mulheres sofredoras dessa maldade sem fim, e tudo isso usando o mesmo anel que detinha em seu dedo, bastava ela se casar com toda a maldade e trevas desse mundo, no outro mundo!
Florinda aceita de imediato, sem pensar e pra poder se casar com toda essa maldade ela se atira de cima daquele canyon, que se abriu ainda mais como uma enorme garganta para engoli-la por inteiro, era ali a GARGANTA DO DIABO, que levou Florinda pro outro mundo, e ninguém jamais encontrou o seu corpo...Sendo que no lado oposto a garganta criou-se um enorme véu de noiva que era uma cahoeira com espuma branca enorme de ums 30 metros, que diziam os antigos, que era a confirmação de que o mal aceitara florinda como sua noiva amargurada....
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