E fi numa tarde tranquila que veio um aldeão correndo com um olhar parado e todo abrancado de medo, gritando que haviam matado cruelmente o casal de idosos que um dia foram bons acolhedores ao Vagante...ele se aproximou rapidamente do homem apavorado e perguntou daquela falta de sandice toda:
- Meu Senhor, é verdade! quando cheguei lá para visita-los e comprar uma verduras, os encontrei todos degolados e lhes haviam torturado com certeza, antes por tantos cortes e sangue que vi...!
Rapidamente o povo do entreposto se formou em uma volante de segurança e se mandaram para o local...E o Vagante os seguiu, até lá.Todos ainda não acreditaram no que viram...Eram gente pacífica e boa, lá dos Cafundós e agora, praticamente massacrados, mas por que motivos? quando estavam a especular, uns do povo identificaram o Vagante como ele o era, um solucionador de problemas e pediram para que o resolvesse...Ele então pediu licença a trupe e se afrentou entre eles, analisou a cena e dentre tantas peculiaridades encontrou pegadas conhecidas, mas muito frescas para tal evento de visita: eram as marcas do sobrinho do casal idoso...Então ele cheirou e sentiu o ambiente ele sabia que teria ali uma caçada de sangue e vingança, agora mais do que nunca solicita do povo, que prezava muito o velho casal...E ele assim o fez saiu caçar o covarde, para também,saber o motivo de tamanha crueldade...
Mas como diz um ditado velho da Serra: o diabo te ajuda a fazer a panela, mas não a tampa! - assim todo o mal um dia sera revelado e todo o crime, por menor que seja, punido.
Sobre o espirito do Vagante se toma o do lobo e ele avança, ferozmente em cima daquele homem vil e desumano, e derrubando-o no chão o espanca fortemente, pois a escória como aquela não merece nem o frio aço na carne, pois a morte rápida seria uma benção demais para eles.
Para esses desenfelizes, que se apresentavam com almas tão infernais, um antigo ritual aqui na Serra era feito, a fim de acalmar as almas sofredoras que pela mágoa de serem vítimas de seu sangue, não encontrariam a paz, sem poder então chegar ao Divino tão cedo...O Vagante sabia das Leis da antiga Tradição...Ele levou o sobrinho mata adentro na mesma beira do rio e amarrou o maldosos entre duas arvores forquilhadas pelos braços, que ficavam nem em toda a terra, nem em toda a água...Daí ele desgalha e deixa ela pegar todo o sol, da manha e tarde...Ali ele pede ao irmão vento, ao irmão fogo, e a irma noite que não deem-lhe descanso, rezando um esconjuro que livra de toda a fera que o devore...Ainda o Vagante o colocou diante de seu crime, furando as moedas e pendurando-as uma ao lado da outra, para que o tilindar sempre lembrasse do crime que fez...Dali ele partiu, sem ouro ou recompensa pois era sua obrigação de pagar o bom atendimento quando em vida do casal..Dali também não pisou mais, mesmo que ainda assim falassem da maldição do Vagante, que lançou no criminoso e serviu de alerta a outro doido que por ventura resolvesse imitar tal descabido...Mesmo que ainda falassem daquele corpo seco que andava chorando pedindo descanso meso depois de morto, pelo mal que fez... E sabiam que era o Sobrinho Infernal, pois havia sempre o tilindar das moedas quando ele passava, por entre a mata e abeira da água...Nem no céu nem no inferno!
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