Dado um tempo quanto subia o contorno de uma curva, ele encontra alguém caído sobre a neve semi encoberto pelo manto branco e mortal! Rapidamente ele monta um acampamento seguro, com um pequeno toldo de abrigo, faz um fogo, esquenta um chá e aquece o desafortunado, dividindo o pouco que sempre carrega consigo, mais ainda.
Os cuidados passam-se em horas e após muitas massagens para o sangue circular e aquece-lo bem, a pessoa acorda um pouco mais corada. Mooshradoom se surpreende quando as roupas grossas são aliviadas do descongelamento e descobre de que o estradeiro caído não era nada menos de que uma criança, um jovem, de tenra idade:
- Deveria ter me deixado caído na estrada e que o frio e a geada fizessem o que tinham de fazer, era melhor assim, sabia?
-Meu jovem, a vida para ti ainda está reluzente e bela, pois tudo é uma aventura! Creia-me pois com certeza seus pais ainda esperam por ti em sua casa, para o conforto de teu lar!
- Eu não tenho casa, eu mesmo a queimei! Quanto aos meus pais, também morreram, como a meus irmãos e sabe por que sei disso? Pois eu também os matei! Por acaso já ouviu a lenda do ESCORPIÃO NEGRO?
Perplexo ainda mais pela dura resposta o monge um tanto paralisado m pelos eventos, se diz não saber e o menino continua, falando como se fosse apenas uma questão de retro alimentação de si:
O escorpião negro com carinho afaga a cabeça da pequena tartaruga e diz - querida amiguinha juro, juro que tentei, mas não consegui, pois afinal, quero que compreenda que apenas segui a minha natureza...E assim ambos foram tragados pelas águas da lagoa e nunca mais foram vistos.-Calma minha criança! São histórias, apenas histórias...Venha tomar um chá comigo, e se aquecer no fogo, com o tempo tudo passará e acharemos uma saída disso tudo, seja lá o que for..
- Bem quando eu precisava você chega e é claro que sou o escorpião negro meus pais sabiam disso e tentaram me silenciar e eu fiquei aceitando por um momento a ideia de que poderia calar meus instintos, mas eles são fortes muitos fortes...Mas sim vamos tomar um pouco de seu chá e deixe que eu adoço, pois no fundo não quero ser o escorpião, não com você que me foi tão bom e educado, como um príncipe dentre muitos.
Mooshradoom deu a chance da criança fazer seu agrado e sentam na fogueira para tomar o chá. O menino então o encara de frente e quando ambos tomam a um gole de chá, ele continua sua retro fala:
-Sabe como eu matei os meus familiares? Eu os envenenei colocando a poção nas suas bebidas...Eu sinto muito, mas como no conto, sou um escorpião e não posso negar minha natureza.
Ambas as canecas caem por terra, apenas um esta cometido pelo véu da morte...Então um baque no chão, um tanto seco, desfalecido. Mooshradoom corre e pega em seus braços o corpo caído do infante, saindo correndo sem rumo em busca de alguém ou algo que pudesse salvar aquele tolo menino perdido por alguma razão desconhecida dentro de si:
Sob a luz do amanhecer Mooshradoom cumpriu a vontade do infante perdido, de si e em cima no topo, daquela colina, ele orou e chorou por ele, um menino perdido, e daquele momento em diante a colina foi chamada de A COLINA DO CÉU AZUL, e muito mais tarde conhecida de COLINA AZUL...

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