Havia saído da fortaleza sabendo que não poderia voltar daquela infame névoa, os homens sabiam de que não poderiam lidar com aquilo que não pertencia a esse mundo de Deus único...Não. Quem quer que fosse que estava a chamar o meu nome dentre tantos, poderia ser até mais antigo, dos tempos dos velhos deuses que ainda governavam essa terra, dos esquecidos e inomináveis...Adentro a névoa relutante afinal ainda sou humano! Sem saber qual meu destino me vejo como um peregrino em uma busca involuntária de mim mesmo, dentro de um santuário estranho e enigmático: meu próprio corpo!
A cada passo minha vontade é de sacar minha espada e responder ao primeiro contato com meu instinto e com de outras vezes, sobreviver...Mas como tem a haver comigo, não mais com as leis e minha fé creio que darei -me ao luxo da dúvida, a cada passo entro em uma escuridão cinza, ás vezes até branca, o que me faz lembrar que nem sempre as trevas será sempre negra, pois mesmo na luz pode haver cegueira..
Adiante de mim em meio a encruzilhada de dois caminhos, encontro uma figura escura e sombria, que me espera de braços abertos, seria uma recepção macabra para mim? e se assim fosse com que intuído, qual sua rela finalidade....A figura tremula na minha frente, tal qual vulto espectral, e de seus capuz negro, duas orbitas vermelhas me encaram, parecem fazias e ocas, em que não posso realmente medir o fundo. Contudo elas são me bem conhecidas,pois eram essa orbitas que me encararam durante os combates que travei,das muitas justas que participei: era os olhos de meus inimigos com os quais defrontei, e sempre assim que tudo terminava eram esses olhos que ainda natimortos me encaravam vazios e ocos, tal qual esses que me encaram agora, quando não se podia medir o fundo deles pois não havia mais vida e sequer alma dentro deles e lentamente se avermelhavam e escureciam, tal qual agora. Então tal qual antes eu os encaro e avanço sem medo pois o que se findar hoje decidirá com certeza se então continuo nesse mundo ou então me encaminho de passos largos a outro...
Quando sua voz fala, sai de seu hálito o cheiro de sangue fezes e urina dos muitos que vi cair em combate, tanto dos culpados, assassinos e traidores, corruptores maníacos seriais, violadores, e uma enorme parafernália de demônios encarnados, que muitas vezes tento esquecer, suprimir.
A voz desse demônio não tem sentido pois é a soma de todos os meus temores ódios e fracassos , tentativas malsucedidas e empenhos nada morais que muitas vezes nos sujeitamos, mesmo contra a vontade, em muitas vezes sem manifesto somente se calando as injustiças que passavam por entre meus olhos amargando a minha garganta e dando halitose a minha boca, deixando-a tão fétida que por vários dias não conseguia expressar uma palavra, completa, sem me sentir mal e muitos ignorantes desses dias infernais, achavam tolamente que seria porque era nada mais do que um bruto, uma criatura repulsiva e anti social, que portanto só poderia ser usado nos momentos de dor e nada de eventos sociais e bailes...A Esses seriam dados os florins aos mais maleáveis, que sem escrúpulos tomavam as glórias de quem realmente tinha direito no campo de combate e usurpando medalhas e e troféus dos outros iam sem mácula dançar nas convenções hipócritas, e encontros políticos, aviltando a lembrança dos heróis tombados e mortos, ara que estivesse naquele maldito lugar bebendo e comendo sob as tripas e sangue de seus irmãos mortos por ideal, ou compromisso que nunca tiveram.Covardes! Covardes!
Então me pego em meus pensamentos , essas vozes eram de meus fantasmas , que saíam de mim ou era de mim mesmo, cansado de aguentar por tantos anos tanta ciosa sem poder expressar, então o demônio na névoa era meu inimigo ou meu espirito consolador, meu esperado e finalmente chegado, redentor? Talvez eu o saberei, talvez, eu olhe bem fundo no demônio da névoa e veja nada mais que um mero...Espelho!!
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