Sim eles choravam, clamavam, por mais um isntante um momento a mais para que sua realidade não desaparecesse, que seus vícios e seus pecados durassem mais um instante, um último gostinho de um passado e futuro que de instante não mais exixtiria.
E assim enquanto todos choravam, clamavam, apenas um dentre eles se permancia passivo sem pensamentos estravagântes, sem nenhuma reflexão...Sua calma diante desse fim, que era de passagem um terrível fim, era impressionante...Era fácil de distingui-lo dentre os demais, pois ele não corria, gritava ou se esperneava, deitado no chão furiosa e loucamente, como todos após verem e perceberam, que naquele momento os deuses estava mais surdos do que nunca, para eles!
Lentamente os choros e gritos começaram a parar e aos poucos, aliaram-se essa multidao silenciosa de homens mortos, que caminhavam, simplesmente assim...E por onde passavam as filas aumentavam e as cidades se esvaziaram, as estradas se encheram, eram como valas cheias e entulhadas de almas perdidas querendo se encontrar!
Seria esse o nosso salvador apocaliptico?, pensavam alguns, outros nem pensavam somente seguiam...No caminho muitos morreram de sede e fome pra encontrar essa passividade, essa iluminação, daquele sem medo, sem nome que nada reclamava, simplesmente caminhava em rumo incerto e sem destino, se houvesse um , deveria de ser algo que ninguém ali presente poderia desvenda-lo, não em atuais estados de entendimento..
Assim a lei do equilibrio foi estabelecida e muitos anos se passaram, e mesmo no pior dos momentos de dúvidas entenderam no final que se tivessem vivido junto ao UNO, desde o princípio nunca deveriam ter passado pela expiação da dor..E tudo seguindo um exemplo silencioso e enigmático!Em todo esse tempo os que o acompanharam nunca tiveram a intenção de perturba-lo dentro de sua concentração e lhe perguntar algo...Então em dado momento, com a sua cabeleira branca o iluminado para e diz algo:
-Estou cansado...Quero ir para casa!
Todos aturdiram com aquilo..Casa! Era um enigma ou sinal? Então um ousou lhe dirigir a palavra tão humilde quanto podia de ser...
- Como assim mestre? O que deseja nos ensinar com isso?
- É que minha mãe já deve estra preocupada, já é tarde...
O mestre se aproxima com seu olhar meigo, eo abraça se despedindo, sincero como era de se esperar de pessoas como ele,nascidos com a síndrome de Down...
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