Eles caminhavam pelas trilhas antigas em busca de uma morada velha, de quando jovens, onde começaram...Eram dois, um casal, e sua caminhada longa nessa trilha a muito esquecida não era em vão...Procuravam um lugar de paz!O homem e marido sempre amou-a perdidamente, desde que se conheceu por gente. eles moravam perto e mais perto ficou seu coração aos dela, e ela o atendeu em mesma intensidade, e cresceram se amando, até o momento de poderem viver juntos para sempre..
O tempo passou e os jovens se aventuraram pelos cantos desse mundão sem fronteiras, mas como tudo amadurece um dia resolveram criar um cantinho deles para poder viverem em paz e com filhos, afinal quem não quer uma família, que ame e seja amado?
E assim fizeram, com economia dos trabalhos que realizaram, enquanto viajavam pelo mundo, compraram uma pequena porção de terra e construíram juntos uma casa simples, mas de muito amor.
E logo chegou um filho, ao qual esperavam ansiosos por uma família só deles.O marido feliz ia para a roça preparava a terra, enquanto a mulher e esposa arrumava a casa e cuidava de seu herdeirinho, que aos cuidados dos dois começava a conhecer o mundo, e percebia aos poucos de como ele era grande! Sua mãe contava-lhe as histórias de suas aventuras com seu pai, seu marido...Os olhinhos grandes daquele menino brilhavam de alegria ao ouvir as histórias, afinal qual o filho não fez um dia de seus pais, heróis?
Um dia que era como outro qualquer, tudo parecia uma amável rotina, com o pais no campo semeando o alimento para sua família e a mãe lavando e estendendo a roupa, em uma grande varal.
O sol estava a pino e o marido foi próximo da casa para tomar água fresca de um poço que ele abriu, para facilitar a vida de seus amados, quando ele olhou para a porta da casa e viu de longe a criança caída, desacordada, de ventre para cima, parecia dormir, mas não se mexia !
Um frio corre no coração do pai e com um grito chama sua esposa e mãe, ambos correm ao filho inerte...Com desespero do ocorrido colocam o menino em uma carroça e saem até ao vilarejo mais próximo, em busca de socorro médico...è uma corrida contra o tempo!
No vilarejo os conhecedores da medicina o atendem, com o oque podem, fazendo tudo ao alcance de seus conhecimentos, mesmo para aquela época, mas a vida simplesmente deixou o corpo do menino, sem corte ou mácula... A única coisa que intrigou de momento foram os calçados que foram vestidos ao contrário (o esquerdo no direito e vice versa), obviamente, pensou o médico, pela pressa dos pais em socorre-lo...E dali para frente foram tempos duros e difíceis para o casal...
E o destino foi um pouco mais duros, não lhes dando mais a chance de terem outro filho, pois uma doença atinge a mãe, e os médicos a chamaram de tristeza no coração, que impedia dela ter filhos, enquanto não curasse essa mágoa toda...
Sem ter filhos e doente de sua alma, a mãe apela para o lado escuro das trevas e sortilégios que pudessem ao menos trazer, seu amado e primeiro filho de volta, para uns crendices, pois se atinham nas ciências...Para outros abominação, pois se firmaram nos cepos de sua fé, e nada que passasse dali seria de bom...Quanto ao marido, por que não? Se isso acalmasse o coração de sua amada, tudo valia!
Isso claro, trouxe muitos problemas na comunidade de onde viviam, e agora eram desprezados,e muitos criaram ódio pelas suas práticas absurdas, incompreendidas aos leigos e analfabetos, a ponto de o marido pensando na segurança de sua amada esposa propor retornarem á casa de onde começaram...A de seus pais.
E assim foi uma longa viagem de retorno, com a esperança mínima de recomeço e por alguma benção, um filho, uma família! Seria pedir muito? Talvez...
E esse foi o primeiro ato: conhecer e retornar!

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