Então ele sabia se um assassino veio até seu encontro é que deveria acontecer, mas a sabedoria estava em ensinar a verdade seja a quem fosse e mesmo que fosse seu algoz...
Aos poucos ele o tratou como trataria de qualquer desafortunado que sofresse dentro das areias escaldantes, pois essa era a lei do Divino..
O Assassino agora somente com sua máscara sobrando por inteira, não queria ainda se revelar ao sua vítima ainda com receio que escapasse e um dia o procurasse, contudo ainda assim não entendia por que ele não o matou ou deixou para a senhora morte quando estava nas suas últimas forças, na saída daquelas dunas infernais...Nunca foi de dever favores, mas trabalhar com a vida e misericórdia era um campo novo para ele...não sabia ao cero o que fazer. De momento também estava fraco e nada podia fazer mesmo que quisesse...Com o tempo o convício ficou mais ameno, como uma espécie de trégua, só da parte que mantinha a ameaça, ou seja , do assassino.
- Mas meu filho,qual seria a realidade, se quem pensasse como você fosse a minoria, quem seria o louco e quem seria então a mente sana? E por que o simples momento de tentar pensar diferente assusta tanto a maioria? Ninguém perderá as posses, nenhum cargo cairá, muito menos as classes sociais desapareceriam..
- Sim homem dos desvairos, nisso estas certo...Minha fortuna de sangue não desapareceria, o ouro sempre sera o ouro, em qualquer realidade!- Sim eu concordo, mas a cada realidade, o valor e peso de seu ouro teriam outro significado, não acha?
- Sim, você tem razão...
quem diria que isso teria um fundamento filosófico, a medida de meu ouro? Pensava o assassino...
Sem perceber que esse envolvimento dava sementes de uma possível, nova realidade!

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